• Letícia Kawano-Dourado

Dica: linguagem corporal para o desenvolvimento de autoconfiança

Recursos disponíveis que podem nos ajudar a enfrentar desafios


É possível que muitos de vocês já tenham assistido o TED TALK da Amy Cuddy, psicóloga, que estuda relações de poder, preconceito e linguagem corporal.

Se vocês nunca viram esse TED, assistam! Vale super a pena. Porque nesse TED, Amy apresenta o poder da linguagem não-verbal nas relações de poder, algo que se precisa conhecer no ambiente profissional e saber usar!


Fazemos julgamentos e inferências abrangentes da linguagem corporal a todo instante. E esses julgamentos podem prever resultados de vida realmente significativos, como quem contratamos ou promovemos. Por exemplo, Nalini Ambady, pesquisador da Universidade de Tufts (EUA), mostra que quando as pessoas assistem a clipes sem som de 30 segundos de verdadeiras interações médico-paciente, seus julgamentos da gentileza do médico preveem se esse médico será ou não processado.

Mais que tudo, o que fazer quando nos sentimos desafiados, inseguros, atacados pela síndrome do impostor [1]? Amy propõe que usemos deliberadamente uma linguagem corporal relacionada a poder e autoconfiança, mesmo sentindo-se o oposto, pois os estímulos seguem uma via de mão dupla: quer dizer quando nos sentimos poderosos, agimos de forma poderosa (com uma linguagem não-verbal corporal) mas igualmente os cientistas observam que quando colocamos o corpo em posições de poder e de autoconfiança (como por exemplo as mãos na cintura da mulher maravilha, figura abaixo), enviamos sinais para o cérebro que estimulam a realização do fato como realidade da mente também. Vejam os experimentos que a Amy descreve sobre os níveis de cortisol e testosterona e essas posições corporais.



Posição de poder e autoconfiança da mulher maravilha

Amy não propõe que todos seus problemas estão resolvidos ao se posicionar como mulher-maravilha mas sugere que esse pode ser um artíficio a mais diante dos desafios sociais da vida, onde um pouco menos de cortisol (hormônio do estresse) e um pouco mais de testosterona podem ajudar (vejam o TED dela para entender melhor!)


[1] https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-46705305



Declaração de conflito de interesse: nenhuma


Projeto Respira Evidência por Leticia Kawano-Dourado

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